Já que os problemas de Ilhéus nós sabemos de cor e salteado, vamos então as sugestões, pois quem sabe assim, sensibilizem os corações de mármores dos atuais donatários da nossa cidade. Assim como a Avenida Soares Lopes poderia ser o cartão de visita de Ilhéus, a central de abastecimento do Malhado (CAM) é o centro de congruências de culturas, negócios e pessoas de todas as localidades do município de Ilhéus e região. Pode-se seguramente dizer que na ‘Feira do Malhado’ se encontram significativas amostragens de todas as classes sociais ilheenses, bem com seus costumes, hábitos, linguajares etc. Contudo, diante do que se ver nesse local, a única palavra que pode defini-lo é descaso. Descaso governamental, descaso social, descaso público. O CAM é uma vergonha para os ilheenses e principalmente para os turistas que precisam comprar produtos típicos ou naturais em nossa cidade. A central de abastecimento do Malhado fede, enoja, entristece e menosprezas seus comerciantes, visitantes e clientes. Todo o povo de Ilhéus sabe disso, menos o prefeito e vereadores ilheenses. Ninguém até hoje consegue entender com uma obra tão bem estruturada e otimamente localizada, se transformou num local de degradação social. O CAM tinha e tem tudo para ser um centro comercial de sucesso em nossa cidade. Todavia, – com todo o respeito às pessoas que mercam ou circulam por esse local -, o que se ver no CAM é a vergonha social em toda a amplidão deste termo.

Observada de um avião, a central de abastecimento do Malhado mais parece uma favela de um país em guerra secular. Andar nos seus corredores é o mesmo que se aventurar pelos nefastos becos das cidades medievais. Nas áreas de cargas e descargas, pessoas, urubus, cachorros e vermes convivem no mesmo chão sujo, imundo e inumano. Os Box’s não têm uniformidades e mais parecem tendas de mascates do século XVII. Higiene é palavra excluída do seu vocabulário. Segurança não há em nenhum local e hoje o CAM é o campeão de ocorrências policiais da cidade de Ilhéus. Diante desse triste quadro, devemos nos perguntar: o que fazer com o CAM? A resposta parece simplória, mas se bem executada dará ótimo resultado. Essa resposta é uma faxina geral.

Assim como se toma um purgante para limpar o corpo, se deve fazer uma faxina geral na central de abastecimento do Malhado. A prefeitura municipal deve encabeçar esse mutirão e definir que o CAM ficará fechado por 03 dias (segunda, terça e quarta-feira). Sendo que na verdade, no domingo anterior, a partir das 20 horas se inicia essa limpeza geral ininterrupta. Os comerciantes locais sabem muito bem que 03 dias com os seus estabelecimentos fechados para esse propósito não lhe darão nenhum prejuízo que não possa ser recompensado pelos resultados obtidos. Eu tenho certeza que a maioria deles se engajará nessa proposta e, diante da limpeza geral do CAM, também darão novas caras aos seus locais de trabalhos e sustentos.

O ex-prefeito Antônio Olímpio quando construiu o CAM jamais acreditou que o local iria chegar nesse ponto de degradação social. Em 1981 quando se demoliu o Mercado Municipal de Ilhéus que ficava na Avenida Dois de Julho e transferiu a sua feira para o CAM, se acreditava que essa obra seria um marco para a evolução econômica e social de Ilhéus. O CAM precisa sim de reformas estruturais e conceituais em todo o seu entorno. Contudo, nada é mais importante, crucial, imediato e urgente de que essa faxina geral. Mesmo que existam projetos e mais projetos para reestruturar a central de abastecimento do Malhado, eu acredito que o mais importante é cuidar do melhor projeto de Deus que é o ser humano e esse, como tal, circula, comercializa e muitos até vivem literalmente dentro do CAM, em Ilhéus.

Eu sei que essa minha sugestão não é fácil para ser implantada. Porém não é impossível. Mas o mais difícil será fazer os governantes ilheenses entenderem que eleitores são seres humanos e esses merecem no mínimo respeito e dignidade. Coisas, por sinal, que não se ver em nenhum canto da atual central de abastecimento do Malhado.

Poucas cidades do mundo têm o privilégio de possuir no seu centro geográfico uma praia como a da Avenida Soares Lopes. Todas as cidades que conhecemos com esse atributo divino fizeram desta praia o seu centro de lazer principal e a utiliza como forte atributo turístico. Afinal, uma praia nessas condições geográficas é exatamente uma boa e próspera fonte de renda para qualquer município que tenha vocação para empreender. Na nossa Ilhéus, – eu não sei o porquê – fazemos exatamente o contrário e renegamos a linda e deslumbrante praia da Avenida Soares Lopes ao ostracismo, abandono e desprezo. Eu percorri de ponta a ponta essa praia no último final de semana e fiquei sem saber por que fazemos isso com um lugar tão maravilhoso e lindo.  Essa praia bem que poderia ser um excelente centro de atração turística da nossa cidade. Mas o que eu vi nela foi esgoto a céu aberto anunciado pelos fatídicos ares, muito mato por todos os cantos, calçadas destruídas, o início de um grande depósito de lixo e, infelizmente, raros banhistas. Diante dessa atroz situação eu me perguntei: O que fazer com a praia da Avenida Soares Lopes? A resposta que obtive não vai agradar muita gente.

Nós, os ilheenses temos de compreender que somos poucos competentes para gerir e empreender os nossos recursos naturais, – tão bem doados por Deus e que,  infelizmente, os abandonamos como se não tivessem nenhum valor. Uma cidade que faz o que Ilhéus faz com a praia da Avenida Soares Lopes, deve ter algum problema maior do que a nossa compreensão possa imaginar. Abandonar uma praia dessa qualidade e beleza é explícito sinal de loucura social. Entra ano e entra prefeito e ninguém tem uma solução para esse problema tão evidente e crucial para o sucesso de Ilhéus. A câmara de vereadores nem toca no assunto. A prefeitura municipal quando questionada diz que têm ‘estudos’ sobre a reativação dessa praia. Esses estudos, como bem sabemos, têm mais de quarenta anos e não passam de mentiras que mofam sobre os papeis esquecidos nas gavetas palacianas.

Já que sou ilheense, contribuinte e eleitor, vou dá a minha sugestão: já que somos incompetentes para gerir uma praia como essa, vamos dividi-la em 10 ou 15 lotes e procurar a iniciativa privada ou até mesmo algumas prefeituras como a de Itabuna, Vitória da Conquista, Itapetinga etc. para explorá-la de forma digna. Seria transformá-la numa praia temática da Região Cacaueira. Se alguém acha essa possibilidade estranha, por favor, antes veja isso: As margens da represa de Anagé tem uma praia artificial totalmente ‘explorada’ pelos empreendedores de Vitória da Conquista. As prefeituras dessas cidades trabalham em parceria nesse local, pois sabem que as populações das duas cidades só se beneficiam com essa iniciativa. Então porque não fazer isso com a praia da Avenida Soares Lopes? A cidade de Barra Bonita (SP) literalmente concedeu ‘praias artificiais’ em torno do lago da usina do Rio Tietê para a iniciativa privada e hoje o turismo representa 75% das receitas municipais. E por que não Ilhéus?

O difícil nessa minha proposta é vencer o nosso orgulho, pois nos achamos ‘os donos do Mar de Ilhéus’. Precisamos aceitar a verdade e assumirmos que nós não sabemos administrar nem explorar os belos recursos naturais que temos como, por exemplo, a Lagoa Encantada, a Baia do Pontal, Olivença, praias do Norte e do Sul e principalmente a praia da Avenida Soares Lopes. Já que as iniciativas públicas e privadas locais não sabem o que fazer com essa praia, – ou se sabem não querem fazer -, porque então não delegá-la a quem sabe administrar turismo e gerar rendas e empregos?

Para quem quiser ter conhecimentos reais de parcerias publica-privadas de sucesso nessa área, eu recomendo visitar o Balneário Camboriú (SC) e ver como uma cidade pode muito bem ser próspera e rica usando exclusivamente os seus recursos naturais focados no turismo e no lazer.  O triste deste exemplo é saber que a Praia Central de Camboriú não é tão bela como a nossa praia da Avenida Soares Lopes.

A praia temática da Região Cacaueira pode ser até um sonho pueril. Mas é mais bela que a atual praia central da cidade de Ilhéus.

A política é ingrata e vingativa, não tem senso de perdão e é irredutível para quem a desafia. Falo isso porque há pouco mais de um ano, 55.777 eleitores deram a vitória a Newton Lima na eleição para prefeito de Ilhéus e durante vários dias se festejou esse feito por todos os cantos da cidade, como se o “Caboclinho do Oiteiro’ fosse a salvação social da agonizante Ilhéus. O povo ilheense não foi enganado nessa eleição, pois o atual prefeito já ocupava o cargo depois da expulsão de Valderico da prefeitura municipal. Como prefeito tampão, Newton não era diferente do que é agora. Fingia governar enquanto rezava para São Sebastião para que o seu mandato acabasse logo e ele pudesse voltar para sua atividade mais nobre e vezeira: a contemplação, lá do Oiteiro, do belo mar de Ilhéus. Newton não enganou o povo de Ilhéus. Os ilheenses foram os que se enganaram com ele. Talvez isso tenha corrido com os seus eleitores devido os traços “gabrielícos’ do prefeito ou quem sabe até sua tez ‘marrom-bombom’ tão cativante entre os mamelucos do Sul da Bahia. Gestor Newton nunca foi, é, nem nunca será. Nem para apitar os ‘babas’ na praia da Avenida Soares Lopes ele servia. Como é que vai administrar uma cidade como Ilhéus e se esperar dele resultados além dos medíocres atuais?

Newton, mesmo que se esforce até a sua última gota do seu otimismo, não será um bom gestor público por questão simplesmente endêmica. O ‘cabra’ nunca foi dado a iniciativa, ao trabalho árduo, ao sobre-esforço nem a liderança. Exemplo claro disso é que desde o seu primeiro mandato, ele sempre delegou a gestão da cidade de Ilhéus a terceiros, como agora se repete sob a tutela de José Nazal e Carlos Freitas. O ‘Caboclinho do Oiteiro’ só tem (ou tinha) força suficiente para ir empurrando um clube de praia. Agora exigir dele que tome conta e administre uma cidade como Ilhéus é a mesma coisa que esperar que um dia a cidade de Itabuna tenha uma praia igual a da Avenida Soares Lopes.

A candidatura e eleição de Newton Lima não passaram de manobras políticas muito bem elaboradas e executadas pelos atuais ‘aiatolás’ da Câmara de Vereadores. Foram, sim, esses últimos, os mais favorecidos com a eleição do atual prefeito de Ilhéus. Daí se quiser realmente culpar alguém pelos descalabros ilheenses, não se deve culpar o povo nem o prefeito, mas sim os atuais vereadores, que de posse das suas nefastas artimanhas e astúcias, acabaram se favorecendo nos últimos pleitos devido ao buraco negro político que existe em Ilhéus.

Os atuais vereadores não querem nem deixaram o Emir Newton sair do cargo de prefeito de Ilhéus, nem sobre os sustos do chumbo quente que se lançam sobre os ares. Pois se isso corresse ‘Marão’ iria ter de assumir a prefeitura como um verdadeiro Califa e ai, dessa feita, os atuais ‘aiatolás’ da câmara ilheense deixariam de deitar e rolar, – como bem fazem hoje tanto no legislativo como no pseudo-executivo da cidade de Ilhéus -, e seriam todos rebaixados para simples paxás dos seus currais eleitorais.

Em suma, os ilheenses vão ter de conviver com a parcimônia administrativa do senhor Newton Lima por mais três longos e mornos anos. Neste período Ilhéus sobreviverá somente de sonhos e promessas. Afinal, numa cidade onde a câmara de vereadores manda mais que o prefeito, não se pode esperar outras coisas além das telúricas e iônicas provisões. Ilhéus, por má sina, sofrerá como de costume e legado. Afinal, apesar de tanto se falar mal do atual prefeito não se ver em nenhum canto da cidade uma faixa, um panfleto ou uma manifestação pública pedindo o seu afastamento da prefeitura de Ilhéus. Algumas coisas sobre isso só se ver nas versões de alguns blogs que publicam pequenos artigos cheios de azougues e queixumes.

De Newton Lima não podemos esperar muitas coisas a não serem os seus lampejos de monge contemplativo e suas atitudes quase alheias aos fatos. A história de Ilhéus lembrará mais dele pela sua foto colocada num quadro na sala de ex-prefeitos do que das suas obras. Essas, que se porventura ocorram, serão tão concretas como sonhos que se têm nas tardes quentes dos verões que assolam as belas vistas do Oiteiro da Vila de São Sebastião dos Ilhéus.

Pessimismo é igual a dinheiro, quem tem nunca diz que tem. Já o otimismo é feito a fé, até quem não tem, jura que é crente incondicional. No caso específico dos ilheenses, está confirmado que somos sim muito pessimistas em relação a nossa cidade e principalmente ao nosso futuro. Por conta disso estou sugerindo que façamos uma lavagem coletiva da nossa cidade com sal grosso, coloquemos ramos de arrudas e espadas de São Jorge por todos os lugares e principalmente façamos uma celebração ecumênica na noite do réveillon. Ali, juntos, – todos os credos, crenças e religiões -, imploremos ao nosso Deus que desatem os nossos nós, limpem os turvos caminhos e vislumbrem novos horizontes para a Princesinha do Sul.

Antes que apareça alguém já calculando a possível carga monumental de sal grosso e se indagando onde vamos encontrar tantas arrudas e espadas de São Jorge, façamos um exercício de otimismo e vamos pensar pelo lado do bem. Afinal, eu acredito que o nosso problema seja com o Pai Divino. Pois Ele nos deu a linda praia da Avenida Soares Lopes e veja o que fizemos com ela! Ele nos colocou nas belas margens da Coroa Grande e ali fizemos um grande pinico!

Nascer em ilhéus é um privilégio único. Agora, será que cuidar da nossa cidade não é um ato de gratidão para com Deus? Reflita e ore, pois Ilhéus precisa de muita oração. Até de quem não tem fé.

ilheusA cidade de Ilhéus só tem duas alternativas para começar mudar a sua atual situação de descalabro social. Ou olha para o retrovisor para ver o seu passado de glória ou foca no seu pára-brisa para enxergar o seu magnífico futuro. O pequeno retrovisor do ônibus de Ilhéus só nos mostra o nosso lindo passado nos remete somente para saudades. Já o pára-brisa é amplo, grande e deslumbrante. Nós, ilheenses, precisamos ter desapego com o passado e focar as nossas ações no que queremos ser e não somente no que fomos. Não prego aqui que esqueçamos a nossa valorosa história. Arguo que sejamos protagonistas da nova história de Ilhéus.

Temos problemas iguais aos 5.565 municípios brasileiros. Todavia, por certo, estamos entre as 20 cidades mais bonitas do Brasil, quiçá entre as mais belas do Mundo! Daí, devemos ver as nossas potencialidades, que uma vez bem exploradas resolveram muitos dos nossos atuais problemas.

Ilhéus precisa de novos otimistas e entusiastas e cada vez menos algozes críticos. Afinal, os problemas precisam de soluções e não somente de comentários. Se atualmente não temos sucesso e prosperidade, será que a culpa é somente dos nossos políticos? Ou iremos culpar o nosso nobre povo?

Por ora esqueçamos o retrovisor e nos concentramos no pára-brisa do ônibus de Ilhéus, pois as oportunidades estão sempre no presente e não no passado.

capeta1Uma das maiores revistas de circulação semanal do Brasil solicitou a um dos maiores institutos de pesquisa do nosso país, que fizesse um estudo sobre o mapa e perfil de consumidores de drogas em nossa nação. O resultado foi tão estarrecedor que o estudo está engavetado desde junho deste ano e para sua publicação a editora da revista semanal solicitou até um parecer técnico ao seu departamento jurídico, que recomendou que não publicasse o estudo como ele foi feito. Isso se deveu, pois a pesquisa quis identificar os usuários de drogas por classes sociais, profissões, idades, locais de consumo etc. Nessa pesquisa, a cocaína, – também conhecida nos meios da bandidagem como ‘a raspa do osso da canela de Satanás’ -, aparece como a droga mais utilizada pelos brasileiros e demonstra que os seus usuários estão em todas as classes sociais e, infelizmente, em muitas classes profissionais ditas como nobres e até mesmo essenciais para a manutenção do nosso país.

A cocaína, que há menos de dez anos era a droga de quem tinha muito dinheiro, é hoje um produto muito popular e até relativamente barato. Por conta disso, a ‘farinha’, – como é chamada pelos nossos jovens -, é consumida por muita gente comum e até por muitas pessoas que socialmente se pode se chamar de pobres. Esse estudo demonstrou que os usuários ricos estão migrando para as drogas sintéticas européias e asiáticas e que na classe média brasileira quem comanda mesmo é o extrato sólido das folhas de coca plantadas nos frios ares dos Andes. A maconha, – que era a droga da juventude poética dos anos setenta e oitenta, é hoje considerada a droga dos velhos e nostálgicos. Já o crack, que é a borra da cocaína misturada com as fezes do diabo, é tido como a droga dos pobres e desesperançados.

A pesquisa também demonstrou que muitos usuários de drogas as utilizam durante os seus trabalhos e atividades profissionais, – muitas destas até de grandes importâncias sociais e altos riscos para a população brasileira. Por causa dos possíveis processos civis e penais, o departamento jurídico da editora recomendou que se essa optasse pela publicação do estudo em voga não devia citar um nome sequer de alguma classe profissional brasileira assinalada nas pesquisas. Com isso resguarda o ônus da prova, nas se camufla a fria verdade sobre os usuários de drogas em nosso país.

Em recente reportagem televisiva de uma rede de TV do Brasil se viu que a cocaína é hoje a droga mais utilizadas por caminhoneiros, motoboys, prestadores de serviços de segurança e tantas outras profições. Nessa mesma reportagem se demonstrou a facilidade como se encontra essa droga em todos os locais do nosso país. O que mais se evidenciou também na pesquisa supracitada é que o Brasil é um dos maiores consumidores de drogas do mundo. Coisa, por sinal, escondida por nossos governantes e desmentida pelas nossas autoridades. O governo nacional, por sua ordem e prática comum de dissimulação social, faz o possível e impossível para deturpar essa triste realidade e diz que o nosso país é apenas um mero caminho para as drogas que se consomem no mundo afora. Já as autoridades norte-americanas apontam que depois da suas fortes ações contra a exportação de cocaína da Colúmbia, os traficantes deste país descobriram que vender essa droga para o Brasil é muito mais fácil e principalmente, mais lucrativo. Ou seja, o FBI garante que atualmente 1/3 da cocaína colombiana é vendida e consumida no Brasil. Já o governo brasileiro, em seus argumentos aloprados, nega tudo isso.

Uma coisa é certa sobre essa triste realidade: as drogas estão em todos os cantos, recantos e recônditos do nosso país. Em muitos lugares não se vendem pães, mas se encontram facilmente cocaína, maconha e crack. Muita gente que passa até fome todos os dias, mas tem dinheiro ou crédito para comprar a sua droga preferida na próxima esquina. Muita gente de classes sociais mais privilegiadas e com formação intelectual mais favorecida é usuário diário de drogas e movimentar como essa sua prática milhões de reais todos os meses. Obviamente que é daí que se financia a violência que se impera em todo o nosso país. Muita gente que nós conhecemos dá a sua ‘cheiradinha’ todos os dias ou fuma o seu baseado antes de ir para o trabalho ou ainda engole umas pílulas coloridas com algum energético alcoólico durante as tantas festas que se ver por ai.

A situação do Brasil em relação às drogas é tão seria que, em ares governamentais de Brasília, já até se computam os dados financeiros dessa atividade mercadologia e há até quem argumente que se devia legalizar algumas drogas e cobra impostos sobre suas circulações. Isso, nessa modalidade prática, é a leitura pública dos livros diabólicos, pois enquanto se pensa assim, a nossa sociedade se desfaz como poeira perdida no tempo.

As polícias brasileiras acreditam que o consumo de cocaína no Brasil esteja na casa de toneladas mensais e que para erradicar esse problema seria preciso colocar um policial a cada cem metros dos 8.400 quilômetros das nossas fronteiras terrestres e com isso coibir a entrada dessa droga em nosso país. Além disso, é claro, precisaria se exigir exames de sangue de todas os brasileiros para se verificar vestígios de drogas. Ou seja: pura utopia.

A nossa situação é tão alarmante que um estudo feito pelo instituto Osvaldo Cruz do Rio de Janeiro detector vestígios de cocaína em 64% das cédulas que circulam nas 12 maiores capitais do Brasil. Recentemente uma grande empresa brasileira pensou em exigir dos seus empregados testes que comprovam o uso de drogas através de coletas de matérias biológicos. Essa empresa foi advertida pelos seus conselheiros que informaram que isso poderia causar sérios problemas trabalhistas e até a queda dos preços das suas ações nas bolsas e valores. Por isso, a idéia foi abortada, mesmo os diretores sabendo que ‘o pó’ corre solto sobre as suas perigosas instalações.

Em suma, o Brasil é realmente a bola da vez dos usuários de cocaína e nós já estamos pagando um preço muito caro por isso, que a atual necrose social brasileira. Satanás manda avisar das profundezas do inferno que suas canelas são grosas bastantes para fornecer raspas diabólicas pelos menos pelos próximos cem mil anos. Até lá, infelizmente, o Brasil vai perder a batalha contra as drogas e teremos de colocar as nossas vidas nas mãos de muita gente que não vive sem uma cheiradinha diária da cocaína inventada pelo diabo.

Como consolo só nos resta a proteção divina e a crença que surja um vírus letal para contaminar a cocaína e fulminar os seus usuários. Pois só assim acredita-se que se poderá erradicar essa lástima no nosso círculo social.

O Google disponibilizou um aplicativo bastante interessante dentro do site Orkut. O apps Web Democracia serve para que os usuários do maior site de relacionamento do Cone Sul dêem notas em todos os políticos nacionais, desde o presidente da república até os vereadores das minúsculas cidades brasileiras. Com esse aplicativo o Orkut entra de vez na nova onda de avaliação política feita pela internet e demonstra que se pode fazer pesquisas informais através de sites de relacionamentos. O usuário do Web Democracia pode dar votos entre os melhores e os piores políticos do Brasil. Entre os políticos com piores desempenhos têm encabeçando a lista os senadores José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor. Entre os mais admirados estão Cristovam Buarque, Marina da Silva e Eduardo Suplicy, entre outros.

Para utilizar o Web Democracia basta acessar a conta do Orkut, clicar em APPS – Editar(página Inicial do Orkut, lado direito), depois clicar em ‘adicionar apps’ e digitar Web Democracia. Ai é só incluir o aplicativo e utilizá-lo.

Por enquanto o aplicativo Web Democracia está funcionando muito bem e tem feito o maior sucesso no site Orkut. Vamos esperar quer os doutores em direitos políticos do TSE não criem nenhuma lei especial contra o aplicativo e o tire da Internet. Afinal, os resultados das avaliações deste aplicativo do Orkut já demonstram que a Internet é um excelente termômetro social.

Por sinal, se você quiser dá o seu voto de avaliação no prefeito de Ilhéus é só acessar o Web Democracia e digitar ‘Ilhéus’ na busca do aplicativo e avaliar o modelo de gestão municipal da nossa cidade

Por favor, faça a sua parte, vote e divulgue esse aplicativo do Orkut. A democracia agradece e os políticos que se cuidem.

dr. googleComo o brasileiro é historicamente adepto de sistemas de curandeirismos e automedicação, quem tem feito muito sucesso nesses últimos tempos (e por certo também alguns estragos) tem sido o Dr. Google, que atende 24 horas por dia na Internet, não cobra nada e recomenda todos os tipos de remédios, terapias e tratamentos para os seus internautas curiosos que, infelizmente, não tem dinheiro para pagar por serviços médicos particulares. Em pesquisa recentemente publicada numa revista semanal de circulação nacional se mostrou que entre as 2.307 pessoas pesquisadas em nossa nação, 853 (37%) disseram que tem usado ‘as recomendações dos serviços médicos do Dr. Google’ em detrimento a busca de profissionais de medicina.

O estudo demonstrou que os assuntos médicos mais pesquisados no site do Google como bases terapêuticas forma feitas mais por mulheres (76%). Essas queriam saber desde problemas hormonais, atrasos menstruais e gravidez, dores de cabeça e enxaqueca, problemas de pele e queda de cabelo, constipação intestinal e problemas referentes a doenças em crianças e idosos. Já os homens (24%) pesquisam principalmente no Dr. Google sobre problemas de ereção, derrames, próstata e distúrbios estomacais.

Nota-se também que quando o problema de saúde é tido pelos internautas como mais graves, como por exemplos problemas cardíacos, hepáticos, urológicos, traumáticos e neurológicos, os clientes filantrópicos do Dr. Google preferem procurar um profissional médico habilitado. Agora, quando erradamente os internautas supõem que o seu problema médico não é de primeira estância de urgência, os pacientes adeptos da Internet preferem se consultar gratuitamente com Dr. Google e seguem as suas recomendações terapêuticas.

Além dos perigos dessas consultas na Internet e da automedicação comum em nosso povo, o que mais se estranha é que a classe médica brasileira e os seus órgãos representativos até agora não fizeram nenhuma campanha publicitária em nosso país alertando para os riscos de consultas não médicas para tratar problemas de saúde. Na Europa e nos Estados Unidos já circulam vários anúncios alertando os internautas dos riscos de consultas feitas pelo Dr. Google, Dr. Yahoo e Dr. Bing, que de Internet sabem muitas coisas, agora de saúde humana, pouco ou nada sabem.

Aqui no Brasil, a única coisa concreta do crescimento de pacientes do Dr. Google tem sido as ‘receitas médicas’ apresentadas nas farmácias onde as pessoas vão comprar remédios dizendo que ‘acharam a indicação terapêutica na Internet.’

Alguns profissionais médicos disseram na pesquisa em voga que já sentiram pequenas reduções de sua clientela de serviços médicos particulares devido a influência das indicações médicas do Dr. Google. Vários médicos brasileiros, porém, desconsideram isso e dizem que o Dr. Google não é nenhuma ameaça aos seus mercados. Contudo, os dados dos faturamentos das farmácias comprovam que hoje quase 08% dos seus clientes apresentam receitas obtidas gratuitamente com o Dr. Google.

Os órgãos representativos dos médicos precisam fazer alguma coisa em relação a essa situação deveras complexa e muito perigosa. Uma campanha publicitária com base informativa seria o primeiro alicerce dessa luta. Se os serviços de saúde pública do nosso país fossem bons, Dr. Google não faria tanto sucesso no Brasil.

Por sinal é bom que se diga que não é só Dr. Google que tem feito sucesso por aqui indicando curas e milagres. Em Brasília, sabe-se que o Pagé-mor da nação tem alardeado pelos quatro cantos do Mundo que o nosso país é o melhor do universo e que a excelência dos serviços públicos se vê por todos os lugares brasileiros. Infelizmente, como sucinto exemplo, os postos de saúde da cidade do Rio de Janeiro, (a futura sede das Olimpíadas de 2016) provam que alguém este mentindo vergonhosamente.

 gaga de ilhéusCircula na Internet que a senhora Solange Damascena, conhecida mundialmente com A Gaga de Ilhéus, se filiou ao PTC (Partido Trabalhista Cristão) e pretende concorrer nas próximas eleições a uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia.

Mas do que justa essa sua pretensão política. Afinal, estamos num Estado de direito democrático e todo cidadão, em gozo pleno da sua cidadania, pode se candidatar a qualquer cargo oriundo de representação política e social. Por outro lado, diversos políticos ilheenses, –  amantes primazes da verborragia e da demagogia de botequim -, já estão mostrando os seus preconceitos estruturais, dizendo que a Gaga de Ilhéus não pode nos representar, devido aos seus entraves lingüísticos da fala, provavelmente causados por psiconeurose.

Como não pode? Será que são os lerdos e preguiçosos caciques políticos ilheenses que agora ditam quem pode ou não pode ser candidato? Será que são de discursos lapidados pelas elegantes oratórias que garantem a justa representação legislativa? Será que a ação perdeu lugar para a fala?

A Gaga de Ilhéus pode sim ser candidata a qualquer cargo, até mesmo a Presidência da República. Afinal, se dependesse dos homéricos discursos proferidos nas Assembléias Legislativas, muitos destes nossos políticos preconceituosos receberiam nota zero, pois muitos deles, normalmente entram mudos e saem calados da AL e raras as vezes são ouvidos na Casa do Povo.

Uma coisa é certa: A Gaga de Ilhéus terá muitos votos não só dos ilheenses, mas sim de muitos eleitores baianos que adorariam vê-la na Assembléia Legislativa como uma bandeira viva contra todos os tipos de preconceitos e falsos estragemas políticos.

Com a entrada da Gaga de Ilhéus na corrida as próximas vagas da Assembléia Legislativa do nosso Estado, os que ficaram afônicos e disfêmicos (disfemia é nome científico da gagueira) foram exatamente os nossos ditos políticos. que o povo ilheense já está cansado dos seus fartos discursos sem fundamentos e principalmente, veracidade.

Por último uma argüição à altura da fala da nossa querida Solange DamascenA:

- La-la-la-la-lá vem-vem-vem ai a-a-a-a-a-a-a- gagagagagaga-gaga de I-I-I-I-I-Ilhéus gente!

Quanto aos políticos preconceituosos vale um importante lembrete: – as urnas, quando abertas, não gaguejam, mas sim gritam democracia. Que o povo ao votar se lembre sempre disso.

FICHASe depender da campanha nacional da Ficha Limpa e da emenda de número 54 da reforma da lei eleitoral brasileira, de autoria do senador gaúcho pelo PMDB Pedro Simon, – nas próximas eleições do nosso país, previstas para o ano de 2010 -, teremos simplesmente eleições sem candidatos. Isso porque essa campanha e emenda dizem que para ser candidato aos cargos legislativos e executivos do Brasil, o preposto candidato precisa ter ‘ficha limpa’ e ‘idoneidade moral e reputação ilibada’ para poder concorrer ao pleito.

Ora! Faça-me uma garapa bem doce com mel de cacau para acalmar os meus frágeis nervos e pensamentos insanos! Afinal idoneidade moral e reputação ilibada não pertencem ao mundo dos políticos brasileiros. Então, como é que vai se exigir dos candidatos como condições “sine qua non” exatamente isso? Será o PMDB cozinhou os miolos do senador Pedro Simon e este sofre de febres matinais que vermifugam idéias malucas como essa? Será que os mentores da campanha ficha limpa pensam que estamos na Dinamarca ou na Noruega?

Gente! Acorda, pelo amor de Deus e se conscientizem que isso aqui é Brasil, o país dos jeitinhos e dos jeitosos…

Todos que analisam a situação política brasileira sabem que mais de 96% de todos os atuais ocupantes de cargos de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e até o próprio presidente da república não se encaixam nesse perfil de idoneidade moral e reputação ilibada. Dos nossos senadores federais apenas 06 não respondem a processos de crimes de toda ordem e natureza. Entre os deputados federais 98% respondem a algum tipo de processo civil ou penal. Todos os governadores brasileiros respondem alguns processos que vão desde crimes eleitorais, favorecimentos pessoais, prevaricação, uso indevido da máquina pública, formação de quadrilhas etc.

Então como é que vamos ter eleições se não temos condições de termos candidatos idôneos e ilibados? Quem é que vai incentivar as pessoas idôneas a entrarem na política brasileira e verem em pouco tempo a sua ética e moral jogadas na lama? Será que o cidadão de bem vai querer se meter nesse lamaçal pulguento que é a política brasileira?

Claro que não! A politicagem brasileira não é feita por pessoas de fichas limpas, mas sim, de muita gente com amplas e fartas folhas corridas obtidas facilmente em delegacias de polícias.

Uma coisa é certa: essa insensata emenda do senador Simon não será a provada, pois se isso acontecesse seria decretar o fim da política nacional. Mesmo que seja aprovada, ela não vigorará no país de Lalau, Sarney, Collor, Renan, José Dirceu entre tantos outros hospedeiros do poder.

Quanto ao pessoal da campanha ficha limpa fica a validade da proposta de reforma política e iniciativa cívica. Eu acho a idéia muito boa, porém, irreal ao nosso momento social. Contudo, é bom que não esqueçamos que os políticos brasileiros não sabem, não gostam e nem praticam o que se entende por idoneidade moral e reputação ilibada. Essas nobres coisas, por sinal, se fizessem parte da nossa política, nós não teríamos tantas vergonhas dos atuais políticos brasileiros.

Nas próximas eleições, quem quiser votar que vote como sempre fez por seus próprios critérios e exercícios de esperança. Pois se fizermos um detalhado levantamento de fichas limpas para podermos votar, pode ter certeza que todos nós votaremos em branco em todas as opções de votos. Se, para tal feito buscarmos em nós mesmos a essência do conceito e da prática de idoneidade moral e de reputação ilibada, muitos de nós não temos nem as mínimas condições de sermos simples eleitores.

Quanto ao Brasil, restam as esperanças de dias melhores de que os atuais. Afinal, temos muitas lutas pela frente até que possamos, por fim, resgatar a democracia que hoje vive seqüestrada em mãos dos políticos nacionais.